quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Eu gosto de observar as pessoas. Eu sei quando elas não estão muito bem, eu sei sobre alguns olhares e outros sorrisos. Gosto de observar um gesto que me lembre outra pessoa.
Uma careta conhecida pode me lembrar um velho amigo que adora fazer caretas. Um mexer no cabelo de uma pessoa, que me lembra outra. As vezes caras e bocas que me fazem pensar ‘cara, você fez igual o teu irmão!’.
Existem algumas manias que eu até falo que é ‘mal de nome’. Todas do mesmo nome fazem a mesma coisa, é é engraçado.
Estou sempre procurando em pessoas novas, pedaços de pessoas que não estão mais aqui. Hoje um tio meu fez uma mesma piada que meu pai fazia e então eu percebi que as pessoas ainda existem, em pequenas partes, em nossa memória.
Uma palavra, um sotaque, um jeito de falar, o andar, uma música que alguém passa cantando, qualquer coisa. Se você parar para observar cada pessoa que passa na rua, você se lembrará de alguém.
Mas o que eu nunca achei, em nenhum canto dessa cidade, em nenhuma pessoa, em nenhum canto desse mundo que chega a ser tão pequeno, foi um sorriso tão lindo quanto o seu…

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